Catedral Nossa Senhora da Penha e a Praça da Sé ficam uma de frente para a outra. Seria muito estranho indicar o local de uma sem usar a outra como referência.

Catedral Nossa Senhora da Penha – A devoção à Santíssima Virgem sob o título de Nossa Senhora da Penha de França começou no século XV na Europa. Quando houve a invasão dos árabes muçulmanos na Europa, muitas imagens foram escondidas pelos cristãos, a fim de protegê-las. Na Espanha, perto do povoado de Rodrigo, existe uma serra que, antigamente, era chamada Penha de França, pois lá havia se refugiado alguns franceses, naquele recuado tempo.

Depois que os árabes foram expulsos, um monge chamado Simão Rochão, ou Simão Vela, sonhou que na serra Penha de França havia uma imagem de Nossa Senhora escondida. Ele se apressou em encontra-la, viajando para o local indicado. Ao chegar na serra, logo subiu e cavou bem no cume, achando a imagem e dando à Ela o nome do lugar que a abrigava: Nossa Senhora da Penha de França. Ali o monge construiu uma capela, que se tornou famosa na Espanha e em outros países, pelos diversos milagres lá operados por Maria. Da Espanha a devoção se espalhou por Portugal, país onde existem diversas igrejas dedicadas a Nossa Senhora da Penha.

Devoção chega ao Brasil

Trazida pelos colonizadores portugueses, a devoção a Nossa Senhora da Penha espalhou-se pelo Brasil. A Virgem da Penha é a padroeira da cidade de São Paulo, a maior e mais importante cidade brasileira. Nossa Senhora da Penha é também a padroeira de Vitória, capital do estado do Espírito Santo. E a mais conhecida igreja do Rio de Janeiro é o santuário da Penha. Partiram da Basílica da Penha, em Recife, no século 18, os frades capuchinhos que evangelizaram vasta região do interior do Nordeste.No Ceará, a  Mãe da Penha é padroeira de Crato, Campos Sales e Maranguape.

No Cariri cearense

Praça da Sé em frente a Catedral Nossa Senhora da Penha

Praça da Sé em frente a Catedral Nossa Senhora da Penha

Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri. Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa (considerado o co-padroeiro de Crato) e à Santíssima Trindade. Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos. Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato.

A Paróquia de Nossa Senhora da Penha foi criada em 1768. E há 245 anos sua festa é comemorada nesta cidade de Crato.

Informações sobre a Catedral Nossa Senhora da Penha na Diocese e Link para matéria original